Coisas

Sábado, 06/06/2009

Quando 1152×864 já não satisfaz mais…

…o jeito é partir para resoluções e refresh rates mais absurdos.

Bom, antes de mais nada, apesar de ter sumido por um bom tempo, estou pondo o blog à ativa novamente hoje, com este post. Isso ocorre simplesmente porque estou com muito pouco tempo livre este bimestre (para se ter idéia, tenho cinco trabalhos por fazer, e, vadio como sou, aqui escrevo enquanto isso…). Garanto que, nas proximidades de fim de ano, escrevo mais (e, se possível, com melhor qualidade – gramatical e de assuntos) por aqui.

Vamos ao assunto de hoje:

Qualquer um que já tenha lido este blog algumas vezes (especialmente os que leram o post “1152×864: A Resolução perfeita?“) deve ter algum conhecimento sobre meu monitor. Aos que ainda não o conhecem, apresento o LG T530SAK, um monitor CRT comum, plano, de apenas 15″.

Ele suporta até 56,9 KHz de frequência horizontal, teóricos 75 MHz de largura de Banda (comprovadamente falsos, veja mais abaixo), e tem um Dot Pitch razoável, melhor que o de todos os Proview, Braview, e outras “coisas” parecidas que já vi até hoje.

Dessa forma, apesar de ele ser “esperto” a ponto de esconder o suporte a qualquer resolução acima de 1024×768, ele as suporta, e muito bem, por sinal.

Com isso, sempre quis usar uma resolução mais condizente com a “potência” deste meu monitor, mas conforme conto no post sobre 1152×864 acima citado, isto não foi possível por um bom tempo, até o dia em que atualizei meu hardware e passei a usar Vista, para ser mais exato.

A resolução que considerava (e, para a maior parte dos monitores de 15″, ainda considero) ideal era a de 1152×864, e fiquei muito feliz ao finalmente poder usá-la. Mas a minha constante necessidade e procura por mais espaço mais cedo ou mais tarde tornaria 1152×864 uma resolução baixa demais. E isso aconteceu, de forma que tive que fazer novas “experiências” com resoluções, frequências, drivers de vídeo e de monitor, etc., atingindo o limite de frequência horizontal de meu monitor e acabando por ter que partir para a insanidade, e o resultado está abaixo:

1280x960

Sim, é o que você está vendo: 1280×960.

Claro que, com essa quantidade de linhas (960), fica difícil atingir uma taxa de atualização alta, o que me faz usar suados 57 Hz, o que, para muitos, seria impossível, para mim, acostumado aos 60 Hz, não incomoda tanto.

E note que há outra resolução além desta na lista, e é exatamente o que você deve estar pensando também:

1280x1024

Tudo bem, esta última eu criei mais por curiosidade mesmo, afinal, a taxa de atualização máxima que meu monitor permite nela em modo progressivo é de 53Hz. Isso já deveria ter sido o suficiente para saciar minha constante busca por espaço. Mas não foi: Após mais algumas experiências, e já em outro dia, acabei por me deparar com isso:

FullHD

O que não é nada mau para um monitor de 15″, mesmo que seja a apenas 52 Hz, já posso dizer quer meu monitor suporta FullHD. E já é um novo nível de insanidade, e que, de quebra, comprova que meu monitor não tem apenas 75 MHz de largura de banda, mas o dobro disso, já que essa resolução consome 146 MHz, e funciona perfeitamente, salvo o evidente flicker, e a falta de nitidez devida ao Dot Pitch de meu monitor.

Claro que todas as outras resoluções anteriores a essa também funcionam (claro que nenhuma delas tem mais que 1080 linhas), e isso inclui 1600×1024 e até 1680×1050. Apenas 1440×900, uma resolução relativamente baixa, não funcionou. Na verdade funcionou, mas exibindo artefatos irreparáveis na geometria do monitor, que não ocorrem nem nas resoluções mais altas, incluindo FullHD.

E pensar que em modo entrelaçado, um dia ainda poderei “usar” 2048×1536 a uns 70Hz. Para isso “só” me resta uma placa de vídeo nVidia ou ATi, com um bom suporte à resoluções customizadas, ou boa vontade da Intel, caso ela venha a fornecer drivers com suporte a entrelaçamento para minha pobre GMA 950, o que seguramente posso dizer que não ocorrerá, considerando que o último driver para este vídeo onboard saiu há quase um ano.

Com essas novas resoluções convivendo comigo, a que passei a usar no dia-a-dia acabou sendo 1280×960, reduzindo para 1280×900 quando minha vista denuncia o flicker dos 57 Hz (e isso só ocorre em situações específicas e ao passar muito – muito mesmo – tempo à frente do monitor.

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