Coisas

Opinião em Informática, Filosofia e outras aleatoriedades.

Iluminismo, Revoluções, Conjurações e Independências

O estudo da História é muito interessante e, muitas vezes, esclarecedor. Tantas coisas passam a fazer mais sentido após o conhecimento dela (da História). E, por mais que eu me apegue mais às exatas, também considero a História muito importante. Tanto que me interessa que, por exemplo, nos últimos tempos, ando lendo “O ano I da Revolução Russa”.

Mas, deixemos as exatas e a Rússia um pouco de lado, afinal, o que aqui e agora nos interessa, embora pertença a História, é uma “história” bastante distante desses assuntos (embora, que fique claro, tudo na História remete a outros “capítulos” dela, entre si). Falo do Iluminismo, a Revolução Francesa, a Independência das “13 colônias inglesas” (atuais Estados Unidos da América), a Conjuração Mineira, a Conjuração Baiana, a Transferência da Corte para o Brasil, e, por fim, o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Qual a relação que esses assuntos têm entre si, além de serem todos parte da História? Veremos.

No início (minto, não foi necessariamente no início, já que ele ocorrera bem antes), todas as principais nações eram impérios. E, começando pela Europa, surge um movimento que vai contra tal forma de governo. É o Iluminismo, que, para ser menos impreciso, é um movimento de pensadores (e artistas), que, além de contrariar regimes monárquicos, defendia o uso da razão para explicar qualquer fenômeno natural ou social.

Esse movimento intelectual, filosófico e artístico teve certa influência em diversos movimentos em busca da independência e da democracia. Caso das 13 colônias da Inglaterra, que, insatisfeitos com a extorsão inglesa (especialmente através de impostos), além da excessiva intervenção econômica e política da Inglaterra nas colônias, resolveram boicotar a venda de produtos ingleses para as próprias Colônias, e, logo depois proclamaram independência, tornando-se os Estados Unidos da América, uma república a partir de então.

Caso também da Revolução Francesa, outro movimento que buscou inspiração no Iluminismo, e no movimento de independência das, naquele momento, 13 Colônias. Tal revolução ocorreu porque o país sofria com grades desigualdades sociais, o que tornava o povo descontente com o rei e a nobreza, que então, tinham “posse” do país.

Consistiu a “revolução” em uma mudança na forma de governo na França, de uma monarquia absolutaa para uma monarquia parlamentar, democrática, que deveria seguir os ideais de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, de Rousseau.

No nosso país, também ocorreram “revoluções”, ou melhor, à época, tentativas. Foram a Conjuração Mineira e a Conjuração Baiana, em 1789 e 1798, respectivamente. A Conjuração Mineira queria essencialmente impedir a “Derrama”, arrecadação forçada de impostos por parte de Portugal. Essa era uma preocupação apenas de pessoas mais abastadas, os políticos, advogados, militares, padres, entre poucos outros. Já a Conjuração Baiana era muito diferente. Apesar de ter se iniciado pelas mãos de intelectuais, logo chamou a atenção de soldados, escravos e trabalhadores. Esta tinha como objetivo, algo talvez maior: proclamar a República no Brasil.

Em comum às duas conjurações, pelo menos duas coisas: a insatisfação com o Governo Português, e o fracasso. Muito claro tal fracasso. Afinal, a Conjuração Mineira teve como resultado várias execuções de inconfidentes, incluindo Tiradentes. E, quanto à baiana, sabemos que a República só chegou ao nosso país em 1889, por parte dos militares, logo quase um século depois de tal Conjuração (onde também ocorreram execuções).

Após tudo isso, nosso país a Corte Portuguesa resolveu fiscalizar pessoalmente.

Melhor, na verdade, não era necessariamente esse o motivo da vinda. Ocorre que Portugal tinha, naqueles momentos, problemas com a França e Napoleão Bonaparte, que, dando continuidade a sua Revolução, queria “afundar” a Inglaterra, maior inimiga, obrigando toda a Europa a não mais comprar produtos dela.

E Portugal tinha tantos acordos com a Inglaterra que não podia simplesmente abandoná-la. Era ima interdependência, mútua. E, em mais um acordo, Portugal seria protegido de Napoleão pela Inglaterra e a Corte refugiada no Brasil, em troca da troca da capital do império português para o Rio de Janeiro, e a abertura da então colônia para entrada de produtos ingleses com impostos menores que produtos vindos de outros países.

Com a Corte ainda “por essas bandas”, logo o Brasil foi elevado, de Colônia a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1815.

E, não muito mais tarde, ocorreu a Independência do Brasil, em 1822, assunto que fica para a próxima.

About these ads

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: