Luis Alfredo da Silva, nascido em Setembro de 1993.
Reconhecidamente um nerd, cabe ao leitor decidir se considera isto bom ou ruim. Eu acho bom. Segundo o NerdTests.com, como se pode ver ao lado, em um uma escala de zero a cem, eu pontuo nada menos que 97 (e a imagem na lateral do blog prova isto). O teste trata de várias características nerds, e não apenas de conhecimento, impedindo que CDFs (que são muito diferentes de nerds) obtenham pontuações elevadas demais apenas por estudarem – demais.
Antes de qualquer coisa, explico um pouco sobre as diferenças entre CDF e Nerd, já que muitos as desconhecem. Note que se trata daquilo que eu penso, e, embora muitos aprovem, não é nenhuma descrição oficial, que sequer existe. A diferença é muito simples:
Um nerd não estuda – porque não precisa, já explico – o assunto corrente na escola, a menos que queira saber mais, por conta própria, daquele assunto. Em resumo, Nerds são, normalmente, autodidatas. Já um CDF estuda, e muito, para obter bons resultados escolares, o assunto corrente. E eu tenho aversão profunda a estudar por obrigação, embora atualmente eu goste de ler sobre Informática, por exemplo, estudando-a por conta própria. E não, não costumo ir mal nos assuntos escolares por causa disso, muito pelo contrário.
Explico: Como bom nerd, estudei muito, por conta própria, durante o primário, assuntos posteriores, como aqueles relativos à quinta série enquanto estava na terceira. E isso fez com que eu tivesse conhecimento suficiente para não me perder nos assuntos ginasiais, e nem mesmo – aparentemente – nos do Ensino médio. Com isso, para mim basta prestar um pouco (e, dependendo do assunto, nada) de atenção às explicações, e lembrar-se do que já havia estudado. Afinal, um assunto sempre remete a outro.
Continuando, sou bastante sarcástico/irônico ás vezes (quase sempre…), tanto ao falar, quanto ao escrever, embora seja relativamente misterioso quando em companhia desconhecida ou pouco conhecida.
Já fui um tanto “violento”, especialmente por ser um sujeito sério demais para aceitar “brincadeiras” feitas por colegas.
Cheguei a passar tratamento psicológico, inicialmente por pedido da própria escola, embora tenha passado a maior parte do tratamento discutindo problemas domésticos no fim das contas. O fato é que, embora inicialmente não tenha gostado muito da idéia de ir a uma psicóloga, no fim percebi que, na verdade, o tratamento é muito mais interessante e, principalmente, útil do que eu esperava. Hoje posso me considerar um indivíduo relativamente calmo e tolerante, ainda não tanto quanto o ideal, mas muito mais que três anos atrás.
E hoje recomendo muito a ida a um psicólogo por qualquer pessoa que tenha algum problema social, é uma experiência muito interessante, que permite mesmo algumas descobertas inusitadas sobre si mesmo. Ao final, inclusive, falo de uma, a que possivelmente me marcou mais…
Mudando um pouco de assunto, gosto de desenhar, embora hoje não faça mais isso com frequência, já explico mais abaixo. Desenhava muito desde os 4 anos, de tudo um pouco, mas especialmente personagens de Anime, e mais tarde, veículos e eletrônicos em geral. Raramente os copiava, preferia inventar os equipamentos, como TVs, aparelhos de som, PCs, etc., inclusive usando uma marca também inventada por mim: LAS. Extremamente criativa, apenas as iniciais de meu nome…
O fato é que desenho bem. Quando alguém questiona como aprendi a desenhar, simplesmente respondo: Prática.
Mas acho que esta é uma resposta um tanto otimista. Nerd como sou, autodidata, apesar de ter aprendido a desenhar na base da “força bruta”, sempre fui um tanto analítico, o que me fez aprender a levar em conta e saber usar princípios como perspectiva e iluminação. Quem simplesmente desenha, mas não analisa, procura as falhas e compara com a realidade o desenho, por mais que desenhe muito e a tempo, provavelmente jamais entenderia tais princípios por conta própria…
Mas, havia dito pouco acima que, apesar de gostar de desenhar, não faço mais isso, na verdade, faço muito pouco. Porque o desenho foi relegado a segundo plano, após eu começar a ter como hobby uma segunda paixão: a informática.
Sempre fui um tanto apegado a ela, tanto que costumava desenhar a respeito, como já havia dito antes. Mas, quando ganhei um PC, meus hábitos mudaram, e muito.
Isso ocorreu em 2006, novembro. Enquanto escrevo, completam-se três anos desde tal data, embora pareçam muito mais que isso, visto que, devido à mesma “autodidática”, sobre a qual já falei, fez com que eu aprendesse muita, mas muita coisa mesmo na área. Na verdade não em toda a área informática, que é extremamente ampla, mas em suas sub-áreas (ou subáreas, não estou certo no momento), especialmente Hardware.
Naquele ano (2006), os PCs sendo vendidos em lojas não especializadas não eram exatamente bons (e mesmo hoje ainda não o são), e tive que me contentar inicialmente com 256MB de RAM e o vídeo integrado (On-Board) mais fraco do mercado na época. Era uma máquina aceitável para um então iniciante, que usei por um ano e meio, tempo em que aprendi o suficiente tanto sobre software quanto sobre hardware, para projetar um upgrade (atualização; no caso, de hardware) bastante agressivo para a máquina, que foi feito em meados de 2008, por uma especializada (escolhi todos os componentes, deixando apenas a montagem por conta da loja). Este PC atualizado é o mesmo que uso até hoje, apenas com modificações incrementais e externas, como som, impressora, mesa (troquei uma escrivaninha por uma mesa de cozinha e acredite, a mesa é muito melhor)
E hoje, como hoje já faz praticamente um ano e meio desde o último upgrade de meu PC, naturalmente já estou me preparando para o próximo. Dessa vez algo menos drástico, já que os componentes básicos já foram pensados, em 2008, para não me incomodarem por um bom tempo. Apenas pretendo adicionar uma placa de vídeo decente (muito diferente das nVidia 8400GS e 7300LE da vida…), e um HD bem maior (pelo menos 500GB) porque os meus já estão bastante cheios.
Voltando a falar de mim (já que esse texto é relativo a mim, não a meu hardware…), tenho algumas idéias para o futuro (creio que qualquer um as têm), que, claro, tinham que ser relacionadas à informática…
A um prazo relativamente curto (por volta de meados do ano que vem) pretendo encontrar emprego. Em alguma… assistência técnica de informática. Talvez em uma loja, embora assistência seja preferível.
A longo prazo, no entanto, pretendo trabalhar em alguma empresa de informática, mais precisamente de hardware. Para ser mais preciso, ser engenheiro em uma empresa do porte da Intel, nVidia ou AMD/ATi. Claro que para isso é necessária formação. E muita. Mas não é nada que não se resolva com Doutorado em Engenharia da Computação, e pós graduação em algumas áreas “secundárias” como Ciência da Computação e Engenharia Eletrônica.
Se sou ambicioso? Só um pouco… Afinal, até minha psicóloga (sobre a qual já falei) me mostrou que “mais” era como um ícone de minha personalidade, eu tenho uma tendência em ser (ou ao menos querer ser…) “mais” em praticamente tudo que sou, seja isso bom ou ruim…
E se estou apenas sonhando? Talvez, mas afinal, não disse que falaria de meus sonhos?
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